COMO A LIBERTAÇÃO DO EGITO APONTA PARA A REDENÇÃO EM CRISTO
- 6 de abr.
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Atualizado: 7 de abr.

Introdução
A Páscoa é uma celebração judaica instituída por Deus no Egito por ocasião da libertação de Israel da escravidão. Êxodo 12 descreve como foi o ritual na sua instituição. Posteriormente, a Páscoa se torna uma festa que deve ser celebrada todos os anos em memória do que aconteceu no Egito (libertação). No entanto, o ritual posterior, associado à memória da libertação, apresenta algumas alterações em relação ao ritual original.

O sacrifício e o sangue nos umbrais das portas
Em relação ao sacrifício e ao sangue nos umbrais da porta, algo que inicialmente acontecia no ambiente doméstico, o abate passa a ocorrer no templo, e o sangue é aspergido no altar pelos sacerdotes. Dessa forma, a Páscoa deixa de ser um ritual familiar e assume uma liturgia centralizada, exigindo peregrinação ao templo.
O significado do memorial
A ideia do ritual como memorial não representa uma repetição mecânica do passado, mas uma atualização do evento redentor, preservando seu significado salvífico. Observa-se, portanto, uma progressão litúrgica adaptada às condições históricas do povo judeu agora estabelecido em Canaã. Na instituição da Páscoa, o povo comia de pé, às pressas, com os cintos ajustados, preparado para partir; posteriormente, já habitando a terra prometida, a celebração é ajustada à nova realidade, sem que o significado original fosse alterado.
A pergunta central:
A Páscoa é uma celebração judaica, mas surge a pergunta: se não somos judeus, por que comemoramos a Páscoa?
O cumprimento em Cristo
A interpretação cristã compreende que o evento histórico, o ritual e o significado da Páscoa apontam para a obra redentora de Cristo na cruz do Calvário. Dessa maneira, para os cristãos ocorre o cumprimento da Páscoa em Jesus Cristo. Não se exclui nem se ignora a história judaica; entretanto, a celebração cristã recorda não o cordeiro sacrificado no Egito, nem o sangue nos umbrais das portas que trouxe libertação da escravidão, mas o sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus, cujo sangue derramado liberta do pecado e da morte.
A Ressignificação na Ceia do Senhor
Portanto, os cristãos não reproduzem o ritual judaico da Páscoa, mas compreendem que Jesus ressignificou seu significado na Ceia do Senhor, onde o pão e o vinho representam o corpo entregue e o sangue derramado de Cristo, o verdadeiro Cordeiro pascal. O evento histórico do Êxodo mantém sua importância, mas a Páscoa encontra seu sentido pleno na morte e ressurreição de Cristo, cumprimento da tipologia e das promessas de salvação reveladas nas Escrituras.




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