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CRISTO, O REDENTOR E DESFRAGMENTADOR DE NOSSA VIDA

13 de abr.
4 min de leitura

Atualizado: 14 de abr.



Filipenses 1:6

Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.


Se, de um lado, temos o pecado de Adão como provocador da fragmentação da vida humana, do outro temos Jesus como o Integrador, não somente de maneira eventual, no sentido de salvação da condenação, mas como aquele que opera em nós a transformação, ou seja, a desfragmentação de nossa vida, integrando-nos novamente, redimindo-nos de uma maneira plena e completa, como diz o versículo 6.



Sabemos que a desfragmentação é um processo que o próprio Senhor iniciou, mas precisamos permanecer considerando que é o próprio Senhor quem nos transforma, e não nós mesmos.


Esse é um dos equívocos: a partir da percepção de nossa necessidade de sermos transformados, tentamos forçar a situação, transformar a nós mesmos através de nossa obediência e performance. De alguma maneira, acreditamos que precisamos fazer algo para alcançar um lugar de plenitude. Acredito que aqui confundimos com nossos alvos e objetivos, achando que um bom planejamento e uma dedicação muito grande irão nos levar a alcançar esse lugar.


Mas a verdade do evangelho nos garante que, em Cristo, já recebemos todas as coisas, e Ele é suficiente; não precisamos de mais nada. Agora, nossa necessidade é da revelação do que já recebemos, pois, à medida que contemplamos a Cristo de coração sincero, somos transformados, não por nosso esforço, mas por aquilo que Ele fez por nós. Em Jesus recebemos (e não conquistamos) a plenitude de Deus.


Colossenses 2:9-10

Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude.


Efésios 3:14-19

Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio de seu Espírito, para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé; e oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, vocês possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus.


A partir do texto acima, compreendemos que a plenitude de Deus, que é o resultado da transformação, acontece através da revelação — ou melhor, da experiência com o amor de Deus que está em Cristo Jesus.


À medida que somos transformados, vamos amadurecendo, ou seja, sendo desfragmentados, e começamos a perceber a integralidade de nossas vidas. Passamos não mais a ser governados pelos sentimentos, mas também não os anulamos ou reprimimos; permitimos que eles expressem essa transformação.


Nossa justiça própria vai dando lugar a um coração sensível, contrito e cheio de compaixão pelos demais. Aquela necessidade de sempre estar com a razão, de ficar irritado constantemente, reclamando de tudo e de todos, dá lugar a um coração grato e quebrantado diante das circunstâncias.


Nosso ativismo religioso vai dando lugar a passos firmes de alguém que tem convicção de que é a graça de Deus que nos basta. O entusiasmo apenas pelos privilégios que recebemos do Senhor vai dando lugar à responsabilidade — não como um peso — de servir ao nosso Senhor e expressar a Sua glória.


Não há transformação que permaneça que não seja aquela que o próprio Deus realiza em nós.


O PROCESSO CONTÍNUO

E CONSTANTE DA DESFRAGMENTAÇÃO


Filipenses 1:9-11

Esta é a minha oração: que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda percepção, para discernirem o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça, fruto que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.


A partir dessa última parte que o apóstolo Paulo fala aos filipenses nesse texto, percebemos que eles já estavam em processo de transformação (desfragmentação), mas esse processo é contínuo e constante, pois sua oração é que o amor deles aumente cada vez mais, indicando essa continuidade.


Mas quero chamar sua atenção para o resultado desse processo em nós e através de nós.


EM NÓS


Observe a sequência: o amor aumenta em conhecimento e percepção, levando ao discernimento, “a fim de serem puros e irrepreensíveis” até o dia de Cristo. Esse é o objetivo da transformação.


Quando olhamos para o significado, no contexto, de puro e irrepreensível, entendemos melhor o processo que Deus realiza em nós. A partir do entendimento desse significado, utilizei a palavra desfragmentação.


A pureza evoca a ideia de metais preciosos dos quais as impurezas foram removidas — sem mistura, sem adulteração — enquanto irrepreensibilidade significa chegar ao destino proposto ileso, sem lesões causadas pelos obstáculos do caminho, moralmente íntegro e inculpável.


Mas essas qualidades não existem isoladamente. Esse discernimento profundo é a capacidade da mente e do coração de distinguir não apenas entre o bem e o mal, mas também entre o que é importante e o que é trivial, escolhendo o primeiro e rejeitando o segundo — e essa percepção sustenta a pureza.


O aspecto relacional é crucial. Ser irrepreensível significa não viver em culpa contínua. O cristão irrepreensível ainda irá pecar, mas não permanece no erro; pede perdão e, se possível, coloca as coisas em ordem.


Ser sincero significa viver sem fraude ou falsidade. Isso não aponta para perfeição absoluta, mas para integridade de propósito e transparência de motivações.


Paulo não está pedindo perfeição momentânea, mas consistência de caráter — uma pessoa cujas escolhas, motivações e relacionamentos refletem transformação genuína, e não apenas conformidade externa.


ATRÁVES DE NÓS


A consequência de sermos puros e irrepreensíveis são os frutos de justiça, não frutos do nosso esforço, mas resultado daquilo que Cristo realizou em nós, com o propósito final de glória e louvor a Deus.

 
 
 

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