EM DEFESA DO EVANGELHO
- 21 de abr.
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Atualizado: 22 de abr.

Filipenses 1:15-18
É verdade que alguns pregam Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade. Estes o fazem por amor, sabendo que aqui me encontro para a defesa do evangelho. Aqueles pregam Cristo por ambição egoísta, sem sinceridade, pensando que me podem causar sofrimento enquanto estou preso. Mas, que importa?
Quando olhamos para a história, percebemos que ela própria comprova que as dificuldades, resistências ou perseguições nunca debilitaram ou impediram a pregação do evangelho, mas, pelo contrário, fortaleceram e ampliaram o alcance da mensagem da graça.
2 Timóteo 2:8-10
Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho, pelo qual sofro e até estou preso como criminoso; contudo, a palavra de Deus não está presa. Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus, com glória eterna.
A palavra não está presa; que constatação poderosíssima!
A mensagem do evangelho é inalterável, inabalável, infalível, irresistível e eficaz, independentemente do lugar em que estamos e das circunstâncias que estivermos passando. Ela é uma flecha, uma espada, uma arma letal; ela é viva, é a palavra de Deus, é espírito e vida.
Podem até tentar parar o carteiro, resistindo e perseguindo, mas a carta, a mensagem, sempre irá chegar. Deus nunca ficou e jamais ficará sem testemunho na terra; sua mensagem de graça sempre será proclamada, até que Ele venha.
Como está no texto acima, Paulo diz que está preso para a defesa do evangelho, e isso mostra que o apóstolo está ciente de que o propósito de sua prisão é a defesa do evangelho, ou seja, a pregação.
Quero abordar essa expressão, mas não no seu sentido final. A palavra defesa, no original, significa apologia, que é o ato de apresentar um discurso que procura demonstrar que uma ação ou crença é razoável, necessária ou correta, especialmente em um contexto jurídico. É totalmente compreensível que Paulo utilize linguagem jurídica, pois essa é a sua condição e essa será, de fato, sua atuação em seu julgamento, que posteriormente resultará em sua liberdade.
Mas quero abordar essa expressão no aspecto mais amplo e fundamental.
Antes, porém, preciso dizer que a defesa do evangelho não é algo que devemos fazer porque alguém está em dúvida se realmente o evangelho é verdadeiro, como se precisássemos convencê-lo a partir de argumentos baseados em nosso conhecimento.
A defesa do evangelho é o transbordar da vida de Deus através da nossa vida, em todos os lugares e independentemente das circunstâncias.
Algumas pessoas tendem a dividir questões que a palavra de Deus não divide.
Tenho certeza de que você já ouviu alguém dizer que a melhor e mais eficiente maneira de pregar o evangelho é sem falar nada, dando ênfase ao estilo de vida, no sentido de caráter, reputação e bom testemunho. Acredito que isso é muito bom e correto.
Talvez você também já tenha ouvido outros afirmando que a pregação do evangelho está ligada à ousadia de declarar aquilo que as Escrituras afirmam, e, com certeza, esse também é o caminho.
Mas você já percebeu que essas duas coisas não são divergentes nem opostas, mas complementares?
Logo, não precisamos separar para escolher o lado certo. Precisamos entender que esses dois aspectos caminham juntos e estão profundamente relacionados: viver uma vida que expressa o evangelho através da conduta e pregar o evangelho com ousadia, comunicando aquilo que Deus fez em Cristo Jesus.
É quando juntamos esses dois aspectos que temos a defesa do evangelho.

Concluímos que a defesa do evangelho não é somente sobre comportamento, nem apenas sobre pregação, mas sobre pessoas serem alcançadas por meio daquilo que Deus fez em nossa vida, e que agora transborda quando falamos a outros daquilo que Deus fez em Cristo Jesus, do qual somos testemunhas.
Acredito haver alguns equívocos em relação à defesa do evangelho, mas o principal é utilizar o evangelho para nos defender, sejam nossas práticas corretas ou erradas.
Se utilizamos o evangelho para defender nossas práticas corretas, a glória se torna nossa; excluímos Cristo e sua mensagem. Esse aspecto é muito sutil, mas acontece quando nossas obras apontam para nós mesmos no final das contas, e não para Cristo. Embora possamos até dizer que é o Senhor, na realidade é nossa própria justiça que está sendo exaltada, conduzindo-nos a uma postura legalista.
Se usamos o evangelho para defender nossos pecados, jamais iremos nos arrepender e ser transformados. Isso acontece quando erramos e falhamos e, em vez de buscarmos um caminho de transformação, nos protegemos utilizando o evangelho como justificativa, apoiando-nos na verdade de que somos justificados e perdoados para permanecer no pecado, e não como convicção de que não estamos debaixo de condenação por causa de nossas falhas e, por isso, buscamos na graça a transformação de nossas vidas.
Creio que a defesa do evangelho acontece quando o poder da mensagem é revelado a nós não somente como conhecimento ou novo entendimento, mas como realidade de vida.
É como se a palavra entrasse dentro de nós e se misturasse conosco, a ponto de nos tornarmos um com ela e termos nossa realidade transformada, levando-nos a atuar como mensageiros de uma realidade espiritual que nos alcançou, impactou e transformou.
Assim, outras pessoas são alcançadas através de nós, mesmo que a nossa situação natural pareça contraditória àquilo que já experimentamos e àquilo que sabemos ser nossa realidade espiritual.
Vemos isso quando pregamos o evangelho com convicção e ousadia para alguém, afirmando que, pelas pisaduras de Cristo, fomos sarados, mesmo quando nossa condição é de enfermidade: isso é defesa do evangelho.
É quando pregamos o evangelho do Deus que supre todas as necessidades, mesmo quando nossa condição é de necessidade: isso é defesa do evangelho.
Veja, agindo assim, não estamos nos defendendo ou nos justificando, mas estamos em defesa do evangelho.
Creio que é isso que essa expressão de Paulo está comunicando; do contrário, seria muito contraditória a maneira como Paulo se comporta na prisão.
Em Atos 16, a Bíblia relata outra prisão de Paulo, desta vez com Silas. Que história fantástica!
Observe que o comportamento de Paulo é o mesmo: em defesa do evangelho.
A condição de Paulo e Silas era de presos, não era? Sim. Mas como dois presos pregam sobre liberdade?
De maneira sobrenatural, aquele que aparentemente estava livre — pois, na verdade, era o carcereiro quem estava preso —, por meio da mensagem daqueles que eram verdadeiramente livr
es (Paulo e Silas), foi libertado.
Isso é defesa do evangelho.
2 Timóteo 2:9
“…até estou preso como criminoso; contudo, a palavra de Deus não está presa.”
Não é sobre nós, mas sobre o evangelho através de nós.



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