MANIFESTANDO O REINO E POSSUINDO A TERRA
- 23 de abr.
- 5 min de leitura

Estamos diante do tempo de possuirmos a terra que Deus nos deu, a terra prometida. Quando olhamos para a história de Israel, percebemos princípios que Deus utiliza para inserir o povo em Canaã. Creio que esses princípios não só podem, como devem, ser aplicados nos nossos dias.
Josué 4:19
O povo subiu do Jordão no dia dez do primeiro mês e acampou em Gilgal, do lado leste de Jericó.
Após Israel passar o rio Jordão, antes de iniciar a conquista/apropriação da terra prometida, Deus faz o povo acampar em um lugar chamado Gilgal, que significa “rolamento”, derivado do hebraico que se refere a uma roda ou algo que rola. Logo, pelos acontecimentos que ocorrem em Gilgal, podemos considerar que Gilgal aponta para a aliança.
Pois é necessário que, antes de possuirmos a terra prometida, relembremos da aliança. Não é necessária uma nova, mas lembrar da que já existe, ou seja, relembrarmos da Nova Aliança.
Nós fomos incluídos na Nova Aliança pela graça, mediante a fé. Deus não tem uma aliança com os homens; Ele tem uma aliança com o Filho, e nós fomos colocados em Cristo. Não tem a ver com nossas obras, nosso comportamento ou nossa fidelidade, mas com a nossa posição.
Assim como Israel, devemos “acampar em Gilgal”, ou seja, estarmos firmados na Nova Aliança para possuirmos a terra.
EM MEMÓRIA DE MIM
Josué 5:10
Enquanto os filhos de Israel estavam acampados em Gilgal, celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jericó.
Em Gilgal, no lugar da aliança, é onde Israel celebra a primeira Páscoa na terra prometida. Sabemos que a Páscoa foi instituída por Deus no Egito, por ocasião da libertação de Israel da escravidão.
Em Jesus, a Páscoa é revelada. Sabemos que esse cordeiro aponta para o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. O sacrifício do cordeiro no Egito aponta para a obra consumada da cruz. Logo, o sangue é o de Cristo derramado no Calvário, e a carne é o seu corpo pregado na cruz.
Lucas 22:19-20
E, tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês”.
Quando lembramos da aliança, relembramos do sacrifício e da graça de Deus que está sobre nós. Lembramos que, por conta da obra de Cristo, somos totalmente perdoados, pois não há mais condenação sobre nossas vidas. Lembramos que somos plenamente justificados: Deus nos aceitou por conta do sacrifício perfeito de Jesus. Somos profundamente amados, pois Deus nos deu o Filho quando ainda éramos seus inimigos. E lembramos que somos altamente favorecidos, pois recebemos, em Cristo, graça sobre graça.
EU SOU QUEM DIZES QUE SOU
Outro fato poderoso que acontece em Gilgal é a circuncisão. Essa foi instituída por Deus na aliança com Abraão. A circuncisão era um sinal, uma marca do povo de Deus.
Todos os filhos ou escravos homens deveriam ser circuncidados ao oitavo dia de vida, como sinal da aliança com Deus. Não houve circuncisão no deserto, por isso a necessidade de circuncidar em Gilgal. O povo receberia a marca de Deus, que é o sinal da aliança.
Sabemos que a circuncisão era uma marca na carne, mas a verdadeira circuncisão é a marca do Espírito no nosso espírito.
Romanos 2:29
Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão é a do coração, pelo Espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede de homens, mas de Deus.
2 Coríntios 1:21-22
Mas aquele que nos confirma juntamente com vocês em Cristo e que nos ungiu é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.
A circuncisão era o símbolo externo daquilo que hoje recebemos internamente: o Espírito de Deus dentro do nosso espírito. Ele é o selo da Nova Aliança e testifica em nosso espírito a nossa identidade celestial.
Por vezes, muitas pessoas, diante dos desafios, ficam temerosas, angustiadas, atribuladas, cheias de dúvidas e incertezas. Mas, quando lembramos do selo, do sinal, voltamos para o nosso espírito, onde o Espírito de Deus nos enche de convicção e ousadia para possuirmos a terra prometida e manifestarmos o céu aqui na terra.
Romanos 8:15-16
Porque vocês não receberam um espírito de escravidão para viverem outra vez atemorizados, mas receberam o Espírito de adoção, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”. O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus.
O NOVO DE DEUS
Josué 5:12
Um dia depois de terem comido do produto da terra, o maná cessou, e os filhos de Israel não mais o tiveram; mas, naquele ano, comeram do que foi colhido na terra de Canaã.
Não andamos por vista, mas por fé; ou seja, andamos no Espírito. Somos guiados por Deus por meio do seu Espírito que habita em nós. A Palavra de Deus é o nosso alimento, e a graça é o que nos sustenta.
O maná cessou. Agora é hora de comer da novidade da terra. Isso aponta para a revelação da Nova Aliança. Assim como a Antiga Aliança foi sombra da Nova, o cordeiro do Egito aponta para o Cordeiro de Deus; da mesma forma, o maná anunciava o pão vivo que desceria dos céus.
João 6:49-53
Os pais de vocês comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente. E o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne. Então os judeus começaram a discutir entre si, dizendo: “Como é que este pode nos dar a sua própria carne para comer?” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade lhes digo que, se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em vocês mesmos.”
Hoje não nos alimentamos mais de algo transitório, mas da plenitude. O maná aponta para a Lei, e o pão vivo que desceu do céu é a graça de Deus, que é o próprio Cristo Jesus. Ele é o nosso alimento, e, quanto mais nos alimentamos desse pão, mais revelação teremos e viveremos em novidade de vida.
A MANIFESTAÇÃO DA PRESENÇA
Josué 5:13-15
Quando Josué estava perto de Jericó, levantou os olhos e viu um homem em pé diante dele, com uma espada desembainhada na mão. Josué aproximou-se dele e perguntou: “Você é dos nossos ou dos nossos adversários?” Ele respondeu: “Não, sou príncipe do exército do Senhor e acabo de chegar”. Então Josué se prostrou com o rosto em terra, o adorou e disse: “Que diz o meu senhor ao seu servo?” O príncipe do exército do Senhor respondeu a Josué: “Tire as sandálias dos pés, porque o lugar em que você está é santo”. E Josué fez assim.
Esse é o último acontecimento em Gilgal antes da conquista da primeira cidade, Jericó. Acredito que isso revela uma sequência “natural” quando relembramos da aliança.
Esse príncipe aponta para o próprio Filho de Deus, o Verbo. Quando relembramos da aliança — da morte, ressurreição e obra consumada de Cristo —, Ele é exaltado, e sua presença se manifesta.
Quando a graça é liberada, citada, mencionada, pregada e compartilhada, Deus sela esse ambiente com sua presença. O Espírito de Deus se manifesta, e é nesse “lugar santo” que curas, milagres, sinais e maravilhas acontecem. A glória de Deus invade o ambiente.
Diante da presença manifesta, nossa resposta será como a de Josué: nos prostrarmos diante do Autor e Consumador da nossa fé.
Nos tornamos fracos diante da presença de Deus e fortes diante dos desafios e circunstâncias. É assim que nos apropriamos da terra prometida: prostrados diante de Deus e firmes diante dos inimigos, pois nossa força é o Senhor. Sem Ele, nada podemos fazer.



Comentários